Como calcular juros simples e juros composto? Fórmula, exemplos e dicas

Juros

Os juros simples e juros composto estão presentes em todas as transações financeiras e, por isso, é importante saber o que são e como calcular.

Dependendo do cenário, os custos podem prejudicar a saúde financeira do seu negócio, ou até significar um alto rendimento. Depende de quem está emprestando o dinheiro.

É fundamental ter esses conceitos claros para melhor planejar os pagamentos e analisar as condições oferecidas pelos bancos e instituições financeiras,  alinhando, assim, os seus objetivos às melhores taxas.

Juros simples e composto não são nenhum bicho de sete cabeças, ainda mais com a tecnologia a nosso favor. Vamos dar uma dica muito boa para facilitar o cálculo! Acompanhe.

O que são juros e como funcionam?

Juros são um tipo de remuneração ao credor. Nada mais é que o custo cobrado pelo empréstimo do dinheiro.

O credor, ao disponibilizar capital a terceiros, abre mão de oportunidades de investimentos ou qualquer outra movimentação com aquele dinheiro, além do risco de nunca mais recebê-lo de volta. Como incentivo às transações, os juros são uma solução para equilibrar a conta.

Composição da taxa de juros

  • Custo de oportunidade;
  • Custo de risco;
  • Custo de operação;
  • Lucro.

Esses fatores definem os juros que serão cobrados, sendo que, o custo de risco (inadimplência) é o único que depende do perfil do solicitante. Quanto maior planejamento financeiro, menor será a percepção de risco ao credor. 

Os juros fazem parte do dia a dia, estão no cartão de crédito, cheque especial, nas contas de água, energia, telefone, empréstimos, e tantos outros. É necessário um bom controle financeiro para evitar que os juros atrapalhem a saúde financeira do seu negócio.

Imagine que você fez um empréstimo de R$10.000. Ao fazer o cálculo percebe que pagará um total de R$ 18.000 até a última parcela. Isso tudo são juros acumulado? Um aumento de 80%?

Pode ser que sim. Em alguns casos o valor pode até dobrar, por isso deve-se ter muita atenção ao realizar algum contrato. Verifique taxa, prazos, valor final. Mesmo em situações de emergência, não se deve colocar uma venda nos olhos. Tenha todas as informações necessárias para que não seja pego desprevenido.

O que são juros simples?

É uma porcentagem fixa do valor principal que foi emprestado ou investido. A taxa é aplicada mensalmente sobre o valor inicial. 

Os juros simples são mais comuns para empréstimos, cobrança de impostos atrasados, financiamentos e compras a prazo. Veja o exemplo a seguir:

No caso exposto, no final do período será resgatado um total de R$ 7.500,00. Juros acumulado de R$ 2.500,00.

A base é fixa, sempre será utilizado o valor inicial para calcular os juros. Por isso, o crescimento é linear, o tempo não interfere no acréscimo no montante.

Fórmula

M = C * (1 + i * t)

M = Montante final

C = Capital 

i = Taxa de juros

t = tempo de aplicação

M = ?

C = R$ 5.000,00

i = 10%  = 10/100 = 0,1 (ao mês)

t = 5 meses

M = 5.000 * (1 + 0,1 *5)

M = 5.000 * (1 + 0,5)

M = 5.000 * (1,05)

M = 7.500

O que são juros compostos?

Já ouviu a expressão “juros sobre juros”? Mas afinal, o que isso significa?

Significa que a base de cálculo, o valor inicial, será acrescido periodicamente de  juros acumulados. Ou seja, os juros são aplicados em cima dos valores atualizados.

É por isso que são os juros compostos o grande queridinho dos investidores e um grande vilão para quem pede empréstimo ou atrasa uma dívida. Vamos ao exemplo para facilitar: 

Uma aplicação de R$5.000,00, taxa de juros de 10% ao mês.

No final do período será resgatado um total de R$ 8.052,55. Juros acumulado de R$ 3.052,55.

Perceba que o valor atualizado do mês anterior é usado como base da aplicação do juros. Dessa forma, quanto maior o período, maior será o rendimento ou prejuízo, no caso de dívidas.

Seu crescimento é exponencial. De acordo com o decorrer do tempo, o valor que incide os juros aumenta.

Fórmula

M = C* (1 + i)t

M = Montante final

C = Capital 

i = Taxa de juros

t = tempo de aplicação

O uso de uma calculadora financeira online facilita bastante o cálculo, além de diminuir chances de erro. Quando a taxa de juros não está no mesmo formato que o período, por exemplo, taxa anual para o período de 6 meses, a conversão é um pouco mais complicada.

Vamos usar o mesmo exemplo já realizado. O resultado precisa ser o mesmo com o uso da fórmula. A fórmula facilita para períodos maiores, sem necessidade de fazer manualmente um a um. 

Neste caso, a taxa é mensal e o período também é mensal, não há necessidade de conversão. Caso o tempo seja de 2 anos, deve-se calcular o t = 24 (meses).

M = ?

C = R$ 5.000,00

i = 10%  = 10/100 = 0,1 (ao mês)

t = 5 meses

M = 5.000 * (1+0,1)5

M = 5.000 * 1,61051

M = 8.052,55

Diferença entre juros simples e juros compostos

Como já vimos, a diferença está na base em que a taxa será aplicada. 

Essa base é o valor inicial, que é utilizado nos juros simples sem nenhum acréscimo. Já nos juros compostos é utilizado esse valor mais os juros acumulados do período.

Taxa juros simples:     aplicado no valor inicial

Taxa juros composto: aplicado no valor inicial + juros

Qual vale a pena? Vejamos o comparativo do exemplo que usamos sobre o valor de R$ 5.000,00.

Juros SimplesJuros Composto
7.500,008.052,55

Neste caso, o juros compostos têm uma vantagem de 7,4% diante do juros simples.

Para saber qual vale a pena, identifique a modalidade de juros aplicada e simule o valor total. É importante averiguar todas as opções disponíveis para ter um melhor resultado de acordo com seus objetivos.

Observação: de modo geral, os produtos existentes no mercado financeiro utilizam os juros compostos. Enquanto os juros simples são encontrados em operações de curto prazo e, também, em processos de desconto de duplicatas, por exemplo.

Outros tipos de juros

Existem outros tipos de juros muito comuns, veja:

Juros de mora: São juros referentes ao atraso de pagamento, após a data de vencimento é atribuído uma taxa, limitado por lei até 1% do valor da dívida ao mês.

Juros nominal: É a taxa expressa no contrato, o qual fala sobre os rendimentos em um determinado período. Entretanto, não leva em consideração a desvalorização daquela quantia com o tempo, ou seja, o que a inflação corrói.

Juros real: De forma oposta aos juros nominais, leva em consideração a inflação. É possível analisar o verdadeiro retorno da aplicação. 

Juros rotativos: São cobrados pelo atraso da fatura do cartão de crédito ou sobre a pendência de um financiamento. 

Juros sobre capital próprio: São juros aplicados sobre o lucro retido da empresa. Quando a empresa possui acionistas, é geralmente dessa forma que ela os remunera.

Fique atento com os juros!

Sempre verifique as opções disponíveis no mercado e faça simulações. O juro pode extrapolar – e muito – a quantia inicial da dívida.

Conhecimento e planejamento são palavras-chave para não entrar em uma armadilha. As taxas de juros estão presentes no cotidiano, mas não ignore o poder que elas possuem! Tenha sempre um bom controle financeiro!

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